O retorno às atividades do Grupinho

Após o período de férias, alunos do Grupo de Intervenção Psicopedagógica, mais conhecido como Grupinho, voltaram às atividades. O grupo é composto por 20 crianças, encaminhadas pela secretaria municipal de educação, e os encontros ocorrem semanalmente na sede da ACADEF. Divididas em 2 grupos, nos turnos manhã e tarde, as crianças realizam atividades direcionadas ao desenvolvimento de habilidades escolares.

A psicopedagoga, Aline Almeida, é quem realiza as atividades junto aos alunos. Ela explica que, em um primeiro momento, faz a avaliação do aluno, a fim de mapear as áreas de dificuldade e de habilidade de cada criança, visando compreender a forma como cada sujeito aprende. Em seguida são aplicadas técnicas psicopedagógicas que permitem o desenvolvimento do potencial cognitivo e a estimulação da aprendizagem de acordo com a necessidade de cada um. “São atividades diversificadas, lúdicas, onde eles conseguem desenvolver-se mutuamente, em conjunto, utilizando-se dos mecanismos de aprendizagem e habilidades de cada um, e isso, sem dúvida, possibilita uma melhor aprendizagem na escola”, ressalta Almeida. Aline lembra que o grupinho não é uma aula de reforço, mas uma intervenção psicopedagógica, que visa garantir ao aluno subsídios para uma melhor aprendizagem escolar.

José Antônio Pelegrine Siqueira, 13, está no 6º ano do ensino fundamental. Ele conta que gosta do grupinho porque aprende mais e pensa mais rápido, e quando chega a hora da prova já sabe o conteúdo. Guilherme Pereira, 8, está no 3º ano do fundamental, o menino diz que gosta muito do grupo, não só por causa dos amigos, mas também pelo que a professora ensina, “a gente aprende mais e quando a gente vai pra aula já sabe”, afirma o pequeno.

O reencontro dos alunos foi na terça-feira, mas na segunda-feira as mães se reuniram para uma reunião com a psicopedagoga. Elas conversaram sobre situações pelas quais os filhos passam na escola e esclareceram dúvidas. No final da reunião, Aline aplicou uma dinâmica com as mães para refletir sobre a importância do papel da família no processo de aprendizagem. Além disso, houve roda de conversa para explicar como dar seguimento ao trabalho psicopedagógico em casa.

A mãe do Guilherme, Tatiane Eliz Pereira, conta que o menino surpreende com seu desenvolvimento. Tatiane afirma que o grupo tem ajudado muito, até mesmo na autoestima dele, “parece que o grupo abriu a mente dele”, diz a mãe. Segundo ela, no começo ele chegou um pouco tímido, mas logo percebeu que todos eram como ele e começou a gostar. “Acho que perceber que os outros também tem dificuldade, te faz ser igual a todos”, ressalta Tatiane.

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