Restaurante Popular de Canoas tem contrato renovado

restaurante popular

 

Foi renovado, na manhã desta terça-feira (25), o termo de cooperação que viabiliza o funcionamento do Restaurante Popular de Canoas (RPC), que fornece refeições balanceadas pelo custo de R$ 1,00 por pessoa. O ato, realizado na sede do programa, que fica na Avenida Boqueirão, reuniu o secretariado municipal, subprefeitos e membros da Câmara de Vereadores.

Com investimento de R$ 218.240 por 12 meses, o funcionamento do RPC é garantido por uma parceria entre o Governo do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Canoas – por meio da gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS) -, Associação Canoense de Deficientes Físicos (Acadef) e as empresas Atacadão Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda. e Tondo S.A.

O documento que dá continuidade ao programa foi assinado pelo prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato; pela secretária estadual de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori; pela representante da Acadef, Patrícia Bittencourt; do Atacadão, Luiza Brambilla; e da Tondo, Milton Moreira. “Essa é uma união de forças na qual as empresas que participam, além de destinarem o seu imposto ao programa, contribuem com parte do seu caixa, o que possibilita, junto ao recurso do governo estadual, esse benefício à população de baixa renda”, destaca Busato.

Quase 50 mil almoços por ano

Criado em 2005 por meio do Programa de Apoio à Inclusão e Promoção Social (PAIPS), o RPC fornece uma média de 49,8 mil refeições por ano, cerca de 200 por dia. Atualmente, 4.983 pessoas são cadastradas para serem atendidas pelo programa, que serve almoços das 11h30 às 13h. “Este programa tem um fim social que abrange mais do que a entrega de um alimento, mas um trabalho de acolhimento dessas pessoas por meio de ações da SMDHS e dos Centros de Referência de Assistência Social”, salienta a vice-prefeita de Canoas, Gisele Uequed.

O RPC atende, principalmente, aposentados (20,32%), trabalhadores informais (29,22%), desempregados (21,62%) e crianças em situação de vulnerabilidade social. A pensionista Selta de Oliveira, de 86 anos, é uma das frequentadoras assíduas do restaurante, que não deixou de ir até lá nesta manhã nem em meio a forte chuva. “Venho aqui todos os dias há um ano e quatro meses. O ônibus me pega onde eu moro, na Avenida Nazário, e todos os motoristas já me conhecem”, conta enquanto almoça. “A comida é muito boa! Só eu sei o que isso significa”, completa.

Assim como dona Selta, muitos outros idosos fazem das idas ao restaurante uma rotina. “Faz mais de dez anos que frequento e isso aqui é mais do que uma economia, mas um momento de companheirismo, de poder encontrar as pessoas, porque ficar sozinha em casa não dá certo”, explica Vera Suzana Paim, de 73 anos.

Crédito da notícia: Assessoria de Comunicação – PMC